Oxaguiã (Òṣàgiyán) é considerado o orixá da arte, da habilidade criativa e da agricultura, especialmente do cultivo de inhames. É associado à inteligência estratégica, ao pensamento frio e racional, sendo a divindade da lógica e da razão, capaz de transformar a necessidade em criação. Segundo a tradição, foi Oxaguiã quem inventou o pilão, motivado pela necessidade de preparar com mais rapidez o iyan (inhame pilado), alimento que lhe é especialmente associado e considerado seu prato predileto. Suas cores são o branco e o azul, e seu metal ritual é a prata.
Entre seus principais emblemas estão a mão de pilão, instrumento ligado à sua invenção, e o atóri, uma vara sagrada utilizada em combate, símbolo de sua valentia e disposição guerreira. Como rei de Ejìgbó, carrega o título de Eléèjìgbó. Seus filhos e filhas são frequentemente descritos como pessoas estrategistas, austeras e dotadas de forte habilidade mental. Embora aparentem serenidade, podem revelar um temperamento firme e até irascível quando provocados. Oxaguiã é, assim, a divindade que traz a paz, mas que também sabe fazer a guerra.
As obras desta coleção retratam divindades da religiosidade brasileira vinculadas ao Candomblé, apresentadas com simplicidade artesanal e notável potência narrativa. Cada peça se configura como uma escolha singular, tanto para a composição de ambientes quanto para presentear com significado cultural e simbólico, aliando uma estética de tendência minimalista à delicadeza gráfica.
A técnica empregada é a xilogravura, que utiliza o entalhe em madeira para criar relevo.
O processo consiste em desenhar a imagem na prancha, entalhar as áreas negativas, aplicar tinta sobre as partes em relevo e, por fim, prensar o papel sobre a matriz, resultando em uma imagem impressa em espelho.
Cada peça é única, ainda que se trate de exemplares seriados. Todas recebem cuidados
e acabamentos específicos, e cada orixá é valorizado com a aplicação de folhas metálicas
em ouro, prata e bronze, em consonância com a tradição e iconografia. As obras dialogam com a tradição da xilogravura popular nordestina e com as influências da religiosidade afro-brasileira, articulando elementos da iconografia iorubá a uma estética vintage reinterpretada no contexto da cultura popular brasileira.
A obra foi impressa em tinta preta sobre papel Canson branco, no formato A3, e recebe acabamento com aplicações de folha de metal prateada, que conferem brilho e sofisticação à composição. Cada exemplar apresenta o número de tiragem, além da identificação da série, título da obra, ano de produção e assinatura do autor, garantindo a autenticidade e o caráter artístico da peça. Observação: a obra NÃO acompanha moldura. As imagens são meramente ilustrativas e têm como objetivo sugerir uma possível forma de apresentação da peça, utilizando um passpartout de 8 cm e moldura com largura de 1,5 cm e 2 cm. Fotos by Freepik.
Tamanho externo (papel): 29,7 x 42,0 cm. 200 g/m²
Tamanho interno (impressão): 15 x 28,5 cm.
Prazo de envio: até 10 dias
A arte será enviada em embalagem especial e protegida, sem custos adicionais.