Xilogravura - Oh gira, Pombagira!

Descrição do produto

Salve a rua, salve a gira, salve a força feminina! A Pombagira representa o sagrado feminino e o poder da mulher. É a mulher que faz e desfaz, senhora das encruzilhadas, das esquinas, dos bares, dos cabarés, da noite e dos cemitérios. É aquela que nada teme. Com sua gargalhada, seu encanto, sua beleza e sua magia, enfrenta desafios e supera adversidades. Seu arquétipo revela a mulher que atravessa o sofrimento e retorna transformada. Seus mitos narram, frequentemente, uma figura feminina que conheceu o abandono, a pobreza, a traição ou a exclusão social e que, após sua passagem para o plano espiritual, torna-se uma entidade capaz de amparar aqueles que enfrentam dores semelhantes.


Pode ser rainha, dançarina, feiticeira, condessa ou dama da realeza; toda Pombagira coloca a mulher em posição de destaque, sucesso e prestígio. Conhecida como a mulher de sete maridos, ela é, acima de tudo, rainha de si mesma. O número sete aparece constantemente nas tradições umbandistas como símbolo de totalidade, proteção e poder mágico. Sua imagem sintetiza temas como a transformação da dor em força, a dignidade dos excluídos, a sensualidade consciente, a justiça espiritual e a prosperidade conquistada após períodos de sofrimento.


Assim como os exus, a Pombagira está associada às encruzilhadas e à noite, recebendo diferentes denominações de prestígio e devoção. Entre elas destacam-se Maria Mulambo, Maria Padilha, Sete Saias, Rosa Vermelha, Dama da Noite, Rainha das Encruzilhadas, Pombagira da Madrugada, da Calunga, da Figueira e Pombo-Gira Feiticeira, entre muitas outras. Rainha das giras e dos templos de Umbanda, seduz por sua beleza, seus encantos e sua sabedoria. Não teme ninguém e enfrenta qualquer desafio. Entre homens e exus, sua presença jamais passa despercebida. Pode manifestar-se como moça ou menina, mas também como uma grande senhora.


Nesta representação artística e devocional, a Pombagira é apresentada por meio de sua iconografia tradicional e sob diferentes títulos. A composição reúne elementos da religiosidade afro-brasileira e da simbologia própria das guardiãs espirituais, construindo uma narrativa visual rica em significados religiosos. Ela ensina que a verdadeira nobreza não depende da riqueza material, mas da força espiritual conquistada ao longo das experiências da vida.


A lua cheia e o céu estrelado evocam as constelações de Escorpião, Sagitário e Crux Australis, o Cruzeiro do Sul, observadas sobre a cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, durante o período de criação da gravura. Na mesma ocasião, o planeta Vênus apresentava grande brilho no horizonte e foi representado em destaque logo acima da lua.


Sua iconografia não deriva de um modelo único e oficial, mas de um repertório de símbolos construídos a partir dos pontos cantados, da tradição oral dos terreiros, dos mitos populares e das experiências mediúnicas de diferentes casas. As nuvens evocam o véu que separa os mundos material e espiritual, os mistérios e a mediunidade que, por vezes, transcendem a compreensão humana. A encruzilhada urbana, a coruja e o gato preto dialogam com essas narrativas simbólicas, nas quais a entidade surge cercada por rosas, bebidas e velas, transitando entre os diferentes planos. A garrafa de espumante, a taça de cristal, a piteira, o charuto, as moedas, o punhal, os colares, brincos, anéis e pulseiras simbolizam a transformação daquilo que antes era considerado sem valor em riqueza material, emocional e espiritual. Esses elementos constroem uma narrativa sobre proteção, vigilância, transformação e passagem entre diferentes dimensões da existência.


A obra Oh gira, Pombagira! dialoga profundamente com a tradição umbandista ao apresentar a Pombagira como a expressão da mulher empoderada, capaz de orientar seus devotos e proteger os caminhos daqueles que buscam auxílio para as dores do amor e da paixão. Os detalhes metálicos valorizam ainda mais a composição: o brilho prateado da lua, os dourados presentes nas saias e adornos, além dos delicados toques em bronze, reforçam visualmente os conceitos de poder espiritual, nobreza, proteção e sacralidade, transformando esta xilogravura em uma peça singular da coleção exclusiva da Estuque Decor.

Especificações técnicas

A obra foi impressa em tinta preta sobre papel Canson branco, no formato A3, e recebe acabamento com aplicações de folha de metal prateada, dourada e bronze que conferem brilho e sofisticação à composição. Cada exemplar apresenta o número de tiragem, além da identificação da série, título da obra, ano de produção e assinatura do autor, garantindo a autenticidade e o caráter artístico da peça. Observação: a obra NÃO acompanha moldura. As imagens são meramente ilustrativas e têm como objetivo sugerir uma possível forma de apresentação da peça, utilizando um passpartout de 8 cm e moldura com largura de 1,5 cm e 2 cm. Fotos by Freepik.

Medidas

Tamanho externo (papel): 29,7 x 42,0 cm. 200 g/

Tamanho interno (impressão): 36 x 25 cm.

Prazo de envio: até 10 dias

A arte será enviada em embalagem especial e protegida, sem custos adicionais. Edição exclusiva, limitada a apenas 20 gravuras. Após o esgotamento desta tiragem, a obra não será reeditada, preservando sua raridade e valor para colecionadores.

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